Caspa: Saiba mais sobre a dermatite seborréica

Caspa: Saiba mais sobre a dermatite seborréica

Segundo estatísticas, cerca de 40% da população é afetada pela caspa. Normalmente, as células do couro cabeludo renovam-se a cada 30 dias. Entretanto, esse período de renovação cai para 15 dias nas pessoas que sofrem de caspa. Essa renovação acelerada faz com que as células percam a adesão ao couro cabeludo, que acaba por descamar. Vale lembrar que no frio, em virtude da água quente do banho e da desidratação natural, o quadro pode se agravar. Outros agentes irritantes podem piorar o problema, entre eles, o excesso de uso do secador, os alisamentos à base de produtos químicos e até as tinturas. A caspa também está associada ao stress e a uma alimentação gordurosa, assim, procure se alimentar de forma balanceada e controle a ansiedade. Apesar do que muitas pessoas acreditam, a caspa não é uma micose, e , portanto, não é transmissível. O que acontece, é que, os fungos que normalmente habitam a pele e couro cabeludo, tendem a se proliferar, pois se alimentam de restos celulares. E essa população aumentada de fungos pode piorar a dermatite. Nos quadros médios e graves, a descamação é mais acentuada e acompanhada de inflamação. Isto gera vermelhidão e feridas no couro cabeludo, podendo haver infecção bacteriana associada. Muita vezes a dermatite seborréica atinge também a face, principalmente a região das sobrancelhas, atrás da orelha e cantos do nariz. A pele se torna avermelhada, com aparência ressecada e descamativa e bastante sensível, podendo apresentar sensação de ardência ao se aplicar cremes e loções. A caspa não tem cura, mas é bem controlada com o uso de xampus com ativos como o cetoconazol, ácido salicílico, piroctona olamina, zinco e até alcatrão, que diminuem a oleosidade, ajudam a remover a descamação e combatem fungos e bactérias. No mercado há duas versões de xampu: um para a caspa seca e outro para a caspa oleosa. A seca é caracterizada basicamente pela descamação. No segundo tipo, o excesso de oleosidade fica mais evidente, deixando os fios da raiz engordurados e as escamas presas no couro cabeludo. Como os cosméticos evoluíram bastante, nem todos os xampus deixarão seus cabelos ressecados. Hoje, já é possível remover a oleosidade e as escamas da raiz sem ressecar as pontas. É importante ressaltar que, como o problema é crônico, é fundamental manter um xampu adequado para manutenção, após o tratamento, a fim de se evitar as recidivas constantes O ideal é consultar seu dermatologista para saber qual o produto adequado ao seu caso. Complementação oral com zinco, biotina e agentes probioticos pode ser...

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Queda de cabelos

Queda de cabelos

Queda de cabelo é um fato comum e um grande número de pessoas apresenta esta queixa. Para se ter uma idéia, um estudo mostrou que em cada três homens, aproximadamente dois desenvolvem alguma forma de calvície ao longo de suas vidas. É preciso deixar bem claro que existem diversos tipos de queda de cabelo, associados a causas diferentes e para os quais existem tratamentos específicos. Crescimento normal dos cabelos Os cabelos não são produzidos de maneira contínua, mas de uma forma cíclica, alternando períodos de crescimento com repouso. Cerca de 85% dos fios no couro cabeludo encontram-se na fase de crescimento, 5% na fase de repouso e 10 % na fase de queda. Assim é normal que caiam cerca de 50 a 100 fios de cabelo por dia e que esses fios sejam substituídos por outros, dando início a um novo ciclo de crescimento. Quando uma quantidade maior de fios (mais de 20%) entra na fase de queda temos o quadro de eflúvio telógeno, que é uma das formas mais comuns de queda de cabelo, principalmente nas mulheres. Na prática, nota-se que os cabelos estão caindo em grande quantidade ou em quantidade maior que o usual ao penteá-los ou lavá-los, ou que o volume de cabelo está diminuindo. As causas Vários fatores podem levar ao eflúvio telógeno. Alterações da glândula tireóide, anemia, diminuição da ferritina (estoque de ferro do organismo), dieta pobre em proteínas, introdução ou parada do uso de anticoncepcionais e gravidez (geralmente cerca de 3 meses após o parto) são as principais causas deste tipo de queda de cabelo. Popularmente também existe a crença de que os cabelos caem mais no outono, o que parece ocorrer pela diminuição do estímulo luminoso. O tratamento O couro cabeludo deve ser examinado a fim de se afastar a presença de alterações locais que estejam contribuindo para a queda. Com o auxilio de uma microcâmera ou dermatoscópio o dermatologista pode avaliar o suprimento sanguíneo da região, o numero de folículos, de fios terminais, fios velus e espaçamento entre eles. Exames laboratoriais devem ser realizados para investigar as principais causas, que, uma vez presentes, devem ser tratadas. Como o cabelo é formado, em sua maior parte, por uma proteína, a queratina, a suplementação de aminoácidos específicos pode auxiliar na recuperação da queda e deixar a fibra capilar mais resistente, bem como o uso de suplementos vitamínicos a base de zinco, biotina, groselha negra, silício, etc. Loções capilares contendo substâncias que melhorem a irrigação sanguínea, que estimulem a atividade da matriz folicular e que ajudem o fio a voltar para a fase de crescimento também são...

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Micoses

Micoses

Bastante freqüentes, as micoses tem sua ocorrência aumentada durante o verão. Trata-se de infecções causadas por fungos que podem atingir pele, cabelos e unhas. Os fungos estão em toda parte, podendo ser encontrados no solo e em animais.  Até mesmo na nossa pele existem fungos convivendo “pacificamente” conosco, sem causar doença. A queratina, substância encontrada na superfície cutânea, unhas e cabelos, é o “alimento” para estes fungos. Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como: calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo (que alteram o equilíbrio da pele), estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença. As manifestações clínicas variam de acordo com o local acometido: No corpo: são comuns as lesões arredondadas, que coçam e se iniciam por ponto avermelhado que se abre em anel de bordas avermelhadas e descamativas com o centro da lesão tendendo à cura. No couro cabeludo: pode ocorrer única ou múltiplas áreas de falhas arredondadas e descamativas, com fios cortados rente ao couro cabeludo nestes locais. Nos pés: pode se manifestar mais comumente através de descamação e coceira na planta dos pés ou como a popularmente conhecida “frieira”. Bastante freqüente nos homens, na região da virilha a micose provoca o surgimento de manchas avermelhadas ou amarronzadas, de bordas bem definidas, acompanhadas de muita coceira. Nas unhas, a micose pode apresentar-se de várias formas: descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha.  Quando a micose atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia (“unheiro”).  O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada. Nas áreas de dobras (embaixo das mamas, região das fraldas, por exemplo): é muito comum micose causada pela levedura Candida albicans. Forma-se uma área avermelhada e úmida bastante pruriginosa. Pitiríase versicolor (“micose de praia, pano branco”): forma manchas esbranquiçadas, acastanhadas ou róseas recobertas por fina descamação, facilmente demonstrável pelo esticamento da pele.  Atinge principalmente áreas de maior produção de oleosidade como o tronco, a face, pescoço e couro...

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Cuidados com a pele na gestação

Cuidados com a pele na gestação

Desde o início da gravidez, o corpo da mulher passa por diversas transformações e alterações imunológicas, metabólicas, endócrinas e vasculares. Estas mudanças repercutem na pele, e por esta razão é essencial o cuidado especial preventivo, para evitar problemas cutâneos persistentes ou definitivos. Nesta fase, as principais preocupações com relação à pele são as manchas e as estrias. As manchas na pele afetam de 75 a 90% das grávidas. Ocorrem devido a uma sensibilização hormonal desencadeada pela radiação solar, e podem persistir após o parto. Já a hiperpigmentação ou excesso de pigmentação acomete em 90% das gestantes, promovendo escurecimento de áreas da pele tais como axila, virilha, cicatrizes, aréola mamária e a linha média abdominal (linha nigra), sendo conseqüência da ação dos hormônios femininos estrógeno, progesterona e MSH (hormônio melanotrófico). O sol é um dos principais desencadeadores externos das manchas na pele durante a gravidez. Por esta razão, a gestante deve ser orientada a utilizar protetores solares adequados e a evitar o excesso de exposição ao sol. Devem ser usados filtros solares com FPS 30, pelo menos e com alto índice de proteção UVA. A ocorrência das estrias esta relacionada à predisposição individual, ganho de peso durante a gestação e da relação entre peso materno/ peso do bebê. Acometem entre 70 a 90% das grávidas, especialmente a partir do 6º e 7º mês de gestação, sendo mais comuns em mulheres brancas, principalmente no abdômen e seios. As estrias decorrem da distensão excessiva da pele e conseqüente ruptura das fibras colágenas. O uso de hidratantes potentes, contendo acido hialurônico, óleos, manteiga de karité e substancias estimuladoras do colágeno, por exemplo, ajudam a prevenir e tratar as estrias. Mas é o ganho adequado de peso o fator mais importante para se evitar as estrias. Os cuidados com a pele, portanto, devem priorizar a hidratação e prevenção de manchas, sempre com produtos hipoalergênicos e adequados a esta fase. Existem restrições a determinados produtos durante a gestação, como os que contêm ácido retinóico e uréia. O uso de dermocosméticos e tratamentos clareadores devem ser prescritos por um médico dermatologista e sempre com o acompanhamento do ginecologista. Assim, você pode se manter bonita e saudável durante este período tão...

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Acne

Acne

Acne é o nome que se dá para os popularmente conhecidos cravos e espinhas. É uma doença inflamatória da pele, mais precisamente da glândula sebácea (que produz a oleosidade). O causa a acne? A glândula sebácea responde ao estímulo dos hormônios sexuais. Com a entrada na puberdade, existe um aumento desses hormônios, os quais fazem com que a glândula sebácea “trabalhe“ mais, deixando a pele mais oleosa e aumentando o conteúdo sebáceo. Por isso a acne é mais comum nessa faixa etária, atingindo cerca de 80 % dos adolescentes. A predisposição genética também é importante. A acne é mais freqüente em pessoas cujos pais também sofreram com as espinhas. Além do aumento da oleosidade, participam da patogênese da acne a colonização bacteriana, a inflamação e a formação de “rolhas” de queratina que ocluem os poros. Sendo doença primariamente da glândula sebácea, a acne ocorre em regiões onde há grande número delas: face, peito, costas. Algum tipo de alimentação causa acne? Diversos estudos foram realizados com conclusões diferentes. Parece haver uma relação entre lactoalbumina (presente em diversos suplementos proteicos) e acne. Algumas pessoas notam uma maior sensibilidade a determinados alimentos, principalmente castanhas e amendoim. Nesses casos é melhor evita-los. È claro que uma alimentação saudável e balanceada é sempre benéfica, mas é preciso deixar bem claro que não há necessidade de fazer dietas restritivas para o tratamento da acne. Se a acne é “própria” da idade, então não é necessário tratamento? Apesar de ser muito comum na adolescência e ter a tendência de melhorar com o passar dos anos, a acne merece e deve ser tratada. Em alguns adolescentes, as lesões são mínimas, quase imperceptíveis. Em outros, as lesões tornam-se mais evidentes e polimorfas, de intensidade variável, perturbando a qualidade de vida e desencadeando ou agravando problemas emocionais que podem se tornar extremamente graves. Na ausência de tratamento adequado, as lesões podem persistir até o final da adolescência. Eventualmente, lesões isoladas persistem durante muitos anos. Por falta de tratamento ou tratamentos inadequados, podem ocorrer manchas e cicatrizes permanentes. Quanto antes iniciado o tratamento, melhores os resultados. Atualmente há diversas opções, seguras e...

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